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domingo, 13 de novembro de 2011

Febre

Nos textos que escrevo encontro-me muitas vezes em caminhos cruzados, perdido nas palavras, deambulo pelas ruas e avenidas do meu pensamento, vagueio na busca de quem quero ser.
Como, Quem me define?
Há tempos que não me atinge o reconhecido estado febril, este sentir hipnotizado pelo que me sai da alma através dos dedos, desenhar mundos alternativos, sonhar como me deverei trabalhar para ser no futuro.
O simplismo do meu agora já foi mais satisfatório, nos outros apenas uma me lê, aposta, acredita e faz-me ser feliz, por uns instantes a felicidade no sorriso único e irrepetível de um amor maior que a realidade projectada numa sociedade decadente, a admiração, o brilho no “olhar-eu” a minha maior e melhor qualidade és tu.

sábado, 1 de outubro de 2011

Devaneio

Os pensamentos surgem como lágrimas que percorrem o meu rosto…a cada gota uma memoria, um gesto a saudade…esqueço-me de mim.
Penso neste momento em tempos mágicos, viagens ao passado, premonições, olho para todos e nunca para dentro… virar a cara e ver as pessoas que perdi, esses que lembro até que seja a vez dos outros...passeio nos caminhos, troco o trajecto como se fintasse o meu próprio destino, apenas seguido por quem me ama incondicionalmente, assim, como sou…quem, como, onde, porquê…duvidas e teorias de conspiração, ideias de especialistas, limitados pelo enraizamento do seu acreditar, vendados pelos livros que leram, ideias de outros que vendem como suas…eu digo não ao pragmatismo das citações, sê livre, se te apaixonares que seja pela tua vida, escolhe amar-te e verás como é fácil ser feliz.