Prefiro pensar que todos nascemos de um momento de amor, vaidade suprema dos progenitores que de uma dança entre dois corpos nus, atraídos e traídos pelo que se vê, o mundo de cheiros que nos lança numa ansiedade incontrolável, o entumecer do garanhão que provoca e confirma a humidade cavernosa, qual Pais das maravilhas começa o entrelaçar de vontades, troca de gemidos e sucos, entre a curta e longa duração, pois o tamanho para o caso pouco importa, sempre finaliza com a explosão mágica através da qual Deus permitiu ao Homem equiparar-se-lhe…
Para os mais distraídos pode até parecer uma cena saída de um qualquer ritual animalesco, mas nunca tão longe da mentira, a realidade não se limita ao homem mas a todo o reino animal, o sexo é uma dádiva dos céus, por momentos qualquer um de nós pode sentir-se mais perto da felicidade total, unidos pela sexo e sobretudo pelo amor que une não só dois organismos vivos mas duas almas gémeas. Todos buscamos essa Utopia fabricada pelos ensinamentos e experiencias vividas, caberá na história o ser vivo que atingiu o ideal de felicidade?
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segunda-feira, 7 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Andei pela primeira vez de metro.
Ao metro lá andei perdido em busca de uma linha saída de um qualquer arco-íris…com quem sabe tudo é mais fácil e para marinheiro em estreia absoluta não correu nada mal, felizmente não me perdi, afinal é apenas um comboio ao metro.
Sempre que viajo de transportes públicos fico com aquele olhar curioso de quem imagina as histórias de quem viaja comigo, as pessoas cruzam-se e nem têm a noção de que, a qualquer momento, qualquer um de nós pode mudar o caminho traçado pelo malfadado comboio destino, basta um pequeno encontrão, um olhar mais indiscreto, um comentário menos feliz, um encosto matreiro ou um roçar maldoso.
A cada estação vejo o formigueiro em plena acção, entradas e saídas em breves três ou quatro irritantes apitos, está uma mulher, certamente emigrada de um País ainda mais “complicado” do que nós (se é que isso é possível) sentada na cadeira, acabou de comer um iogurte com uma satisfação indescritível, colocou-o num saco de papel de onde retirou uma sandes…entretanto o metro andou e ficou a sandes por comer…
Na estação seguinte vi um casal já vivido, que se apoiava em cada passo cuidadosamente preparado, de braço dado percorriam o espaço como se corressem contra o tempo, pensei; os funcionários do passado que representam e me apresentam o futuro. Quem sou eu? Afinal parecem felizes… Tenhamos todos a sorte de viver com um saldo maior de felicidade.
Sempre que viajo de transportes públicos fico com aquele olhar curioso de quem imagina as histórias de quem viaja comigo, as pessoas cruzam-se e nem têm a noção de que, a qualquer momento, qualquer um de nós pode mudar o caminho traçado pelo malfadado comboio destino, basta um pequeno encontrão, um olhar mais indiscreto, um comentário menos feliz, um encosto matreiro ou um roçar maldoso.
A cada estação vejo o formigueiro em plena acção, entradas e saídas em breves três ou quatro irritantes apitos, está uma mulher, certamente emigrada de um País ainda mais “complicado” do que nós (se é que isso é possível) sentada na cadeira, acabou de comer um iogurte com uma satisfação indescritível, colocou-o num saco de papel de onde retirou uma sandes…entretanto o metro andou e ficou a sandes por comer…
Na estação seguinte vi um casal já vivido, que se apoiava em cada passo cuidadosamente preparado, de braço dado percorriam o espaço como se corressem contra o tempo, pensei; os funcionários do passado que representam e me apresentam o futuro. Quem sou eu? Afinal parecem felizes… Tenhamos todos a sorte de viver com um saldo maior de felicidade.
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