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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bloqueio

Todos os dias passo por aqui só para ver como estás, bem sei que não me falas há imenso tempo, mas não posso deixar de te procurar, a esperança de voltar a escrever-te como fiz durante tanto tempo…a inspiração arredou-se de mim, lentamente… como se fugisse de algo inevitável. És o meu papel em branco, mas mais do que um simples instrumento para catalisar a minha vida, serves de conselheiro, confidente…amigo. Perdi as vezes que apago de nós partes de mim, porque não o sinto corresponder ao que vivo, quero que voltes, não como uma mera realização pessoal mas como parte deste ser que tão bem conheces e nunca recusas-te. Agora mergulhado no sonho de ter uma existência finalmente feliz e preenchida com a alegria que outrora me prometeste, quero partilhar estes momentos magia também contigo, tu que me seguras-te a mão e as lágrimas, confortas ainda este velho coração que reaprendeu a amar, quero dar-te a conhecer a pessoa que me fez voltar a acreditar no destino, no amor que salta do meu peito como uma criança que acabou de aprender a brincar.
Entrego o meu amor a uma mulher fantástica, ela descobriu-me… melhor, descobrimo-nos numa noite sem igual, este conto, que de fadas apenas têm a minha princesa, é agora a razão de viver, respiro por esta história da qual também me tornei autor e personagem, por mais que tente, este não é um dos meus contos onde tudo sabia e antecipava o final com a frieza de um Deus menor e omnisciente… sou vitima do imprevisível e estou a amar cada pedacinho deste céu que me abraçou. Do futuro apenas sei que o anseio mais do que tudo porque estou certo que sou e serei muito feliz a teu lado meu amor, FILIPA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pedaços

Amar é um animal esfomeado, necessita de muito alimento, tem de ser tratado com cuidado e muita dedicação…
Definir o que sinto ao longo dos vários Presentes que tive na minha vida nunca foi tarefa fácil, apesar de querer e dedicar-me a escrever o que me invade a mente, jamais consegui satisfazer esta minha vontade de me sentir despido pelas palavras, de tirar palavra a palavra pequenos pedaços de mim, de agarrar num belo naco de quem sou e mostrar aos outros
-Toma, vês? Este sou eu. Eu sou assim…
Sem margem para erro, sem possibilidade de más interpretações, revelar-me somente na verdade do que sou.
Hoje como sempre, mascaro o corpo e a alma que uso, como se fossem meus, de acordo com as pessoas que me rodeiam, tenho esta triste capacidade camaleonica de me adaptar com facilidade às situações, fazendo ou dizendo o que os outros me esperam…aprendi contigo que a simplicidade é o melhor caminho para nos encontrarmos…
Filipa, AMOR, é tão deliciosamente embriagante olhar-te e não apenas ver-te mas absorver tudo o que significas. Acordar ao teu lado é fantástico, o calor do teu corpo diz-me que te quero como tu me desejas, o toque lento e provocador segue-se de uma pequena mordida de orelha…recordas-me partes de mim que não sabia que existiam, descubro prazeres escondidos e sentimentos perdidos.
Amar-te é tão fácil que está em constante crescimento, preenches-me totalmente, sou para ti o amor que te tenho, simples, sincero e nosso.