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sábado, 22 de dezembro de 2012

Inesperado…



Há muito que não te digo nada. A vida tem destas coisas, fases que nos fazem afastar e aproximar, não sei se deva pedir desculpa quando, na verdade, o faço apenas a mim próprio e de mim tu sabes quase tudo, escreves-me como se não soubesses a forma como me expões aos que detêm a capacidade de me ler.
Este novo eu descoberto…
O sorriso preenche-me o rosto e a felicidade ganha um novo significado quando entregue em forma de realização pessoal objetivada num nascer desejado e admirado.
O desconhecido mundo dos que conhecemos o caminho, essa peregrinação dos outros esgota-se num insignificante “eu” tão egoísta que lhes turva a visão, ensaios cegos sobre felicidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CRISIS



Muito se escreve sobre a Crisis…imagino-a como uma mulher enrugada, com sombra bastante carregada nos olhos, Báton Ferrari nos lábios, carradas de rímel e muita base na cara, um bigode de fazer inveja ao Artur Jorge e uma atitude que envergonharia o próprio Adolfo, marcada pela vida, a digníssima viúva negra do velho do restelo e presidente da liga dos acérrimos defensores da raça ariana e do acentuar das diferenças sociais.
Esta agora renovada rapariga, faz de Portugal o seu habitat natural, onde se alimenta dos parcos recursos locais, rouba aos pobres para dar aos ricos e engrandece-se a cada medida de austeridade. Paira sobre a bolsa de cada um de nós, brinca às escondidas com os trabalhadores…Ora tens dinheiro para comer e dar de comer á tua família ora não tens um centavo para comprar pão. Os iluminados que lhe servem de escravos, louvam a sua crueldade com sacrifício das massas, abusam da demagogia, iludem os votos que lhe caem nas urnas dos que se matam a trabalhar e, como que por artes mágicas, destroem este País Maravilha.
Há os que depois da pilhagem correm pelas cordas em busca de paraísos, esses que enchem os cofres com o suor dos outros, nós a quem pedem o sacrifício de ouvir e calar, o esforço de trabalhar o dobro por metade da recompensa, as mulheres e homens coragem que assistem do alto da sua obrigação diária de manter a cabeça à tona de água, a este verdadeiro atentado à Democracia, à liberdade e principalmente à igualdade, resta-nos pagar as dividas alheias e ainda sermos responsabilizados pelo Estado da Nação.
È imperativo cortar na despesa, despedir funcionários, aumentar impostos, tirar ordenados, acabar com o Sistema Nacional de Saúde, destruir o Sistema de Ensino, patrocinar a emigração…
Amarelos são os campos da cor das cotas Europeias e da fome que irá marcar Portugal nos próximos anos…

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dias de merda...


Pouco depois de acordar dirijo-me ao gabinete de obras difíceis para mais uma inauguração, felizmente pinto a sanita mais do que uma vez por dia, tres e quatro vezes numa só manha, sou um tipo nervoso e isso reflete-se no trânsito intestinal, só de imaginar que vou viajar, ou sair para um sítio onde posso eventualmente ter dificuldade em ter acesso a um WC fico com uma revolução in abdómen. Aliás a minha vida dava um filme de merda, o meu contacto com esta substancia não se resume ao périplo matinal, por volta da hora de almoço e no fim de jantar vou com a minha cadela à rua e adivinhem quem é que apanha aquele maravilhoso monte do olimpo de merda? O vosso caríssimo amigo…para além de uma cadela tenho dois membros do clube dos felinos, um gato e uma gata o que me obriga a limpar a sua casa de banho privada uma vez por semana. Deixem que vos diga, eu que pensava que a merda não me tinha segredos, quase um mestre na arte, entre as mais variadas formações, universidades, faculdades, cursos, pós-graduações tudo merda da mais alta qualidade, mas nada como a escola da vida, agora que sou pai é que vi a luz, melhor, começo a ter noção do verdadeiro significado da merda na nossa existência, cada vez que ouço a minha filhota a tratar do assunto enche o ar com um cheiro fétido e o meu peito de uma alegria imensa…nunca pensei em ficar tão feliz com a sensação de ouvir outro ser vivo a cagar… que felicidade.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Minha Luz...


A palavra fica aquém do significado, aquele mundo além do que conseguimos ver ganhou vida, o meu coração bate por todas as coisas e mais por apenas uma. Esta dependência estranha, sensação de pertença, algo que consigo apenas sentir e grito a plenos pulmões através do meu olhar derretido num momento intemporalmente nosso…
O calor do teu corpo que enche o meu peito de orgulho, a lagrima que me percorre, desenha no rosto a felicidade de ter nos braços, a confiança indescritível do teu suspirar no meu ombro inunda-me de uma luz…tão mágica…transpiro as teclas que primo neste momento e tento explicar tudo o que és… esgota-me os vocábulos mas revigora-me a esperança,  faz-me lutar por um nosso futuro melhor…sorriso lindo que domina os pensamentos de teu pai surpreendido, embasbacado, completamente apaixonado…

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Depois...


E se por um momento todas as luzes se apagassem, os barulhos mecânicos e provocados pelos humanos se calassem e ficássemos todos apenas…ali como que suspensos, juntos, abraçados pelos vários cantos do mundo a contemplar o céu, o brilhar das estrelas no fundo escuro da galáxia…o som das criaturas noturnas…ser-nos-ia possível esquecer a responsabilidade de agir de acordo com a socialmente imposta razão, tomaríamos decisões impulsivamente como quem reage a um estimulo, usaríamos os nossos sentidos como GPS e seguiríamos apenas as estrelas…e depois das estrelas?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Calos...



Todos os dias a minha vontade muda, mudam os meus medos e anseios, revolto-me contra as pessoas que chateiam e como chateiam. Tenho o sonho de poder mudar o meu Futuro com decisões claras e inequívocas, certo da retidão dos meus atos…sorrio a cada letra pelo escorrer seco da tinta que não suja esta página, os pensamentos fervilham num misto de lava fervente que se proteja na minha mente.  Novo o espírito renascido de uma clara vontade de encontrar o que todos procuramos, sei que sinto o abraço quente de um sol nascente no teu colo dia a dia, mais e mais fofo, crescente, palpitante… como é bom viver, saber que a solidão morreu sozinha, deixámos de viver um para o outro e somos felizes, nós, a nossa família em expansão.